
A Conversa das Fontes
Na praça canta a fonte num riso fluido
Atira água ao vento, feliz e a brincar
Murmurando segredos ao meu ouvido,
Enquanto um pombo lá querer pousar.
A fonte lá de baixo discute com o chafariz
Dizendo que é mais clássica, de pedra e tradição,
O outro responde: “Oh, querida, menos nariz,
Que eu tenho LEDs e encanto a população!” ☺
Uma fonte rabugenta resmunga sem parar,
“Ninguém limpa as moedas que caem sem razão!”,
E outra, já mais moderna, começa a gargalhar:
“Calma, isso dá brilho à nossa profissão!” ☺
Assim vivem as fontes, entre risos e salpicos,
Cantando ao céu aberto, sem nunca se cansar,
E se escutares bem, entre jatos mais ricos,
Vais ouvir: “cuidado… estou prestes a disparar!” ☺
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