
Jogar à apanhada
Cá fora o sol já brilha intensamente,
O pátio é o cenário da corrida,
Olho à volta com ar de inteligente,
Mas sei que a minha sorte está perdida. ☹
O "líder" da perseguição medonha
Aproxima-se com passos de gigante,
Eu corro sem parar e sem vergonha,
A ver se o bicho fica mais distante.
De repente, tropeço num sapato,
Vou de cara ao cimento, que agonia,
Pareço um novelo ou um gato,
E perco toda a minha fidalguia….!!!
O outro toca-me e grita "apanhado!",
Com um sorriso rasgado de vitória,
Eu deixo de ser o “herói” deitado,
E passo a ser o "tolo" da história.
Agora sou eu que corro atrás do vento,
Com as calças rasgadas no joelho,
Com as dores torno-me mais lento
E perco a minha velocidade de coelho ☹
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