
Onde o sono se esconde
Quando a noite chega, leve e devagar
O mundo silencia para me embalar,
E eu sigo os passos do vento que sopra,
À procura do sono que nunca descola.
Fecho os olhos, deixo o pensamento fluir,
Num murmúrio doce a querer fugir,
E cada lembrança que passa na mente
Traz um abraço calmo, quase ausente.
Mas há horas teimosas que não cedem,
E as sombras dançam, brincam e remexem,
O sono esconde-se, faz-se de distante,
Como um viajante esquivo e errante.
Ainda assim espero, tranquilamente,
Que o corpo ceda, suave e lentamente,
E o descanso encontre o seu caminho,
Vestido de paz, silêncio e carinho.
E quando enfim a noite me adormece,
A alma repousa, a pressa desvanece,
E percebo que cada sonho profundo
É a luz pequena que embala o mundo.
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