Os Lenços de Papel

Num bolso vive um lenço com ar resignado,

À espera do momento de entrar em ação,

Sabe que o destino é pouco perfumado,

Mas enfrenta corajoso qualquer missão.

 

Há lenços vaidosos de toque macio e gentil,

Que juram ser luxo em situação banal,

Mas ao primeiro espirro perdem o perfil,

Num enxurrar nasal nada sensacional. ☺ ☺

 

Outro mais dramático recusa cooperar,

Rasga-se a meio sem qualquer explicação,

Deixando o utilizador perplexo a olhar,

Pensando: “isto devia vir com instrução!” ☺ ☺

 

Há ainda o lenço que foge do nariz,

Prefere limpar óculos com ar superior,

Dizendo: “não nasci para esse serviço infeliz,

Tenho talento para algo muito melhor!” ☺ ☺

 

E no fim do dia, cansados do seu papel,

Os lenços despedem-se de forma veloz,

Sabendo que serviram de forma fiel,

Salvando os narizes de todos nós! ☺

This article was updated on junho 21, 2026

Olá, eu sou a Ana e este é o meu blog, o Baloiço das Histórias. Sempre gostei de ler e escrever.....e sobretudo de andar de baloiço. Espero que o apreciem tanto quanto eu e desfrutem da leitura. Beijos....

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