Serenidade

Nas asas mansas desta tarde calma,

O mundo esquece a pressa e a correria.

Um doce sopro vem curar a alma,

Trazendo a paz que o peito pedia!...

 

O sol deita-se lento no horizonte,

Pintando o céu de rosa e de lilás.

A água pura que brota da fonte

Entoa um canto de harmonia e paz.

 

Mas a quietude esconde uma rasteira,

Pois no jardim que a mente sossegou,

A relva escorrega e de que maneira:

Pisei uma poça de lama e o meu corpo voou! ☹

 

A acrobacia aérea foi linda e plena de leveza,

Até cair desamparada, com o rabo no chão.

Lá se foi a postura e qualquer delicadeza!

O chão de terra batida, acolheu-me sem perdão.

 

A rã, que vive no lago, riu-se do momento,

O sapo, seu vizinho, deu uma gargalhada.

Apenas se ouvia a minha voz, num lamento

Que situação a minha, tão desastrada…. ☹

This article was updated on setembro 14, 2026

Olá, eu sou a Ana e este é o meu blog, o Baloiço das Histórias. Sempre gostei de ler e escrever.....e sobretudo de andar de baloiço. Espero que o apreciem tanto quanto eu e desfrutem da leitura. Beijos....

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