
Serenidade
Nas asas mansas desta tarde calma,
O mundo esquece a pressa e a correria.
Um doce sopro vem curar a alma,
Trazendo a paz que o peito pedia!...
O sol deita-se lento no horizonte,
Pintando o céu de rosa e de lilás.
A água pura que brota da fonte
Entoa um canto de harmonia e paz.
Mas a quietude esconde uma rasteira,
Pois no jardim que a mente sossegou,
A relva escorrega e de que maneira:
Pisei uma poça de lama e o meu corpo voou! ☹
A acrobacia aérea foi linda e plena de leveza,
Até cair desamparada, com o rabo no chão.
Lá se foi a postura e qualquer delicadeza!
O chão de terra batida, acolheu-me sem perdão.
A rã, que vive no lago, riu-se do momento,
O sapo, seu vizinho, deu uma gargalhada.
Apenas se ouvia a minha voz, num lamento
Que situação a minha, tão desastrada…. ☹
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